sábado, 1 de outubro de 2011

COMO DE COSTUME...


Como de costume, entrou solenemente, sentou-se respeitosamente e discretamente acenou aos presentes. O culto estava por começar. De seu lugar preferido viu o pastor tomar o púlpito, saudar a igreja e anunciar um hino. Como de costume foi se ausentando, mesmo sem deixar seu posto, foi se embalando no cântico proposto, o litúrgico mandara levantarem-se, mas ele não estava disposto. Durante a oração que se seguiu, pensou na sua vida, “que é luta renhida” e que precisava descansar, mas foi surpreendido por um público AMÉM, quando já ia bocejar. O pregador inicia o sermão, e discorre sobre a Terra o Céu e o Inferno, mas só recebeu sua atenção quando mencionou o Repouso Eterno. E à medida que o mensageiro falava, sua voz, mais e mais, se distanciava, sua imagem se distorcia, parecia que flutuava, e como de costume, o crente adormecia e ressonava...
Mas, depressa se levantou ao ouvir um instrumento que jamais ouvira no culto até aquele momento. Era a Última Trombeta Angelical anunciando a Volta de Jesus Cristo convocando o Universo para o Juízo Final, e o crente aterrorizado, com um salto, emite um brado de arrependimento por seu erro fatal. A igreja reunida questiona perplexa a cena assistida: o dorminhoco aos prantos clamando pela própria vida. E finalmente ele percebe, que na verdade o que sucede é que tudo não passou de um sonho, o culto acaba e a igreja se despede. E o crente vai embora envergonhado, recordando-se do medo e do tumulto, entende o quanto estava errado e decide nunca mais dormir num culto.       

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

NÃO USE A BÍBLIA PARA O MAL


A carne é fraca! (Mt 26.41)
Não julgueis para que não sejais julgados! (Mt 7. 1)
Primeiro retire a trave do teu olho... (Mt 7.5)
Atire a primeira pedra quem nunca pecou! (Jo 8)
Olhai com simpatia os erros de um irmão... Hinário Presbiteriano nº180
São frases tiradas da Bíblia ou de nosso hinário,  como o último (ou o primeiro) recurso daqueles que erram e não querem ser incomodados.
É muito bom e recomendável lermos e citarmos a Palavra de Deus pois ela é remédio e alimento para nossa vida!
Mas, de repente a situação se inverte e todo o esforço para se manter a pureza da igreja é entendido como farisaísmo e hipocrisia.
É como se fosse errado condenar o erro, e prova de amor aceitar os desvios de cada um como mera expressão de individualidade.
Deste modo, a Bíblia passa a ser usada como justificativa para o pecado!
Precisamos ter cuidado, pois até o diabo usou a Palavra de Deus, quando quis tentar a Jesus.
Convém analisar os textos  e seus contextos para lhes fazer justiça!
Rapidamente farei algumas considerações que julgo necessárias, mas recomendo que o leitor continue estudando e busque mais conhecimento acerca dessas passagens:


- Quando Jesus disse “A carne é fraca” falava tão somente que os corpos dos discípulos, de tão cansados, já não podiam se manter despertos e orar, embora seus espíritos muito desejassem orar com o Senhor.
- Não julguem para não serem julgados, com certeza não proíbe toda a forma de julgamento, pois na Bíblia temos diversas ordens para que saibamos distinguir o mal do bem, mas aqui é um aviso de que o julgamento tem duas vias, como a continuação do texto nos diz, o problema não é o julgar, mas o modo como julgamos; devemos pensar se é assim que gostaríamos de sermos julgados.
- Quanto a tirar a trave do próprio olho primeiro, antes de tentar retirar o argueiro do olho do irmão, não é uma exortação para que deixemos todo mundo com seus ciscos nos olhos, seus defeitos e seus pecados, mas sim de ter cautela de sempre primeiro examinar a própria vida.
- O outro versículo “quem estiver sem pecado seja o primeiro a atirar a pedra” não impede que se critique alguém, mas nos alerta contra a hipocrisia e a crueldade. Lembremos que a pedra em questão não era apenas uma crítica à mulher e suas atitudes, e sim um linchamento, uma condenação sumária, sem a menor possibilidade de defesa e de um julgamento justo.   
- E o lindo cântico, que não possui a mesma autoridade bíblica, recomenda:  “Olhai com simpatia os erros de um irmão”, como o próprio título já diz é um estímulo ao amor fraternal, buscando nos ensinar a sermos mansos e misericordiosos com os que erram, procurando nos colocar no lugar daquele que errou, e não fazer “vistas grossas” ou cumplicidade com o mal.
É sempre bom tomarmos cuidado, para só usarmos a Palavra de Deus segundo a vontade de Deus, defendendo aquilo que nosso Senhor se agrada e, com amor, humildade e sabedoria, combatermos toda forma de pecado!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Eu e a Morte


Não vejo  a morte como um pesadelo,
Tão pouco como um sonho vou vislumbrá-la.
Miro-a como uma porta velha e ruidosa
Que sela a entrada da casa paterna.
Mas não me dedico a contemplar a feiura da porta,
Nem me detenho a fitar as ferrugens de seu ferrolho.
Perco-me a perscrutar que ela esconde um lindo cenário
E diviso entre seus vãos os lampejos da vida eterna.

Cabe aqui um agradecimento pela estalagem e a boa acolhida,
Que me sustenta enquanto prossigo em direção à morada querida.
Pois se dizem que vivo bem do que aqui desfruto,
Ainda mais ansioso aguardo a verdadeira vida!

Sei que há amor nestas paragens, e que há ternura em meu labutar,
Mas em tudo vejo mera amostragem do prazer que terei lá!
Não que eu desdenhe o que é presente,
Suas flores e cores, seus aromas e seus amores.
Todavia, se o pálido sol dos dias nublados, já me anima ao canto,
Ó quão grato cantarei diante do Sol da justiça  e da Paz que quero tanto?

Morte, o aguilhão perdeste, desde que meu Senhor de ti saiu redivivo,
Já não me assusta sua figura imponente, nem ainda o seu hálito opressivo
Porque aquele que te fez impotente é o meu Deus a quem eu sirvo,
E Ele mesmo é quem me garante que mesmo que eu morra,
Eternamente com Ele, estarei VIVO!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O que significa o nome da Igreja Presbiteriana?

O nome “Presbiteriana” vem do termo grego “presbiterós” que significa “ancião, idoso”. Pois esta denominação evangélica é liderada por um conselho de homens experientes, geralmente  (mas, não obrigatoriamente) idosos,  eleitos pelos próprios membros da igreja, que, juntamente com o pastor, zelam pelo bem da comunidade, sempre em submissão à Palavra de Deus (Bíblia). Tais homens são chamados presbíteros regentes, porque regem a Igreja. Todavia, o poder deles é limitado pelos crentes professos, que podem não reelegê-los, ou mesmo, em casos extremos, exonerá-los. Todos os anos a igreja, em data apropriada, ouve os relatórios da receita e dos gastos realizados, para expressar a lisura e a honestidade destes homens de Deus. Também o pastor da igreja é um presbítero, mas não regente e sim docente (professor), funcionando no conselho apenas como um moderador, pois cabe a ele, primeiramente, ensinar a igreja e os demais presbíteros quanto ao modo de obedecerem à Bíblia em seu viver diário. Assim, a Igreja Presbiteriana segue o padrão bíblico de
Tito 1. 5-9
5  Por esta causa, te deixei em Creta, para que pusesses em ordem as coisas restantes, bem como, em cada cidade, constituísses presbíteros, conforme te prescrevi:
6 alguém que seja irrepreensível, marido de uma só mulher, que tenha filhos crentes que não são acusados de dissolução, nem são insubordinados.
7  Porque é indispensável que o bispo seja irrepreensível como despenseiro de Deus, não arrogante, não irascível, não dado ao vinho, nem violento, nem cobiçoso de torpe ganância;
8  antes, hospitaleiro, amigo do bem, sóbrio, justo, piedoso, que tenha domínio de si,
9  apegado à palavra fiel, que é segundo a doutrina, de modo que tenha poder tanto para exortar pelo reto ensino como para convencer os que o contradizem.

 I Timóteo 5. 17-22
17 Devem ser considerados merecedores de dobrados honorários os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino.
18  Pois a Escritura declara: Não amordaces o boi, quando pisa o trigo. E ainda: O trabalhador é digno do seu salário.
19  Não aceites denúncia contra presbítero, senão exclusivamente sob o depoimento de duas ou três testemunhas.
20  Quanto aos que vivem no pecado, repreende-os na presença de todos, para que também os demais temam.
21  Conjuro-te, perante Deus, e Cristo Jesus, e os anjos eleitos, que guardes estes conselhos, sem prevenção, nada fazendo com parcialidade.
22  A ninguém imponhas precipitadamente as mãos. Não te tornes cúmplice de pecados de outrem. Conserva-te a ti mesmo puro.

 I Pedro 5.1-4
1 Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda co-participante da glória que há de ser revelada:
2  pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade;
3  nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho.
4  Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória.

 e Hebreus 13. 17.      
17  Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros.

Por que Somos Presbiterianos?


Somos presbiterianos porque cremos que a doutrina desta igreja é a que, sob a iluminação do Espírito Santo, mais se identifica com o estudo fiel e dedicado da Palavra de Deus. Contudo, isto não quer dizer que só a nossa igreja está salva, ou que já alcançamos a perfeição. De forma alguma! Respeitamos e devemos respeitar e aceitar o batismo das demais igrejas evangélicas que são comprometidas com o evangelho da Graça de Cristo, tanto que não re-batizamos os irmãos vindos destas comunidades. Somos presbiterianos, também, porque honramos e relembramos a história de pastores e crentes do passado que nos entregaram uma Confissão de Fé, uma Constituição, um Código de Disciplinas e Princípios de Liturgia fiéis à Bíblia Sagrada, que, embora não sejam infalíveis como a Bíblia, têm nos dado forte auxílio, pois, cientes dos erros do passado,  nos apontam  as armadilhas que outros já caíram, de maneira que possamos evitá-las. Nós presbiterianos somos apenas uma pequena parte do corpo vivo de Cristo aqui na terra, sabemos que no céu não haverá mais necessidade desta divisão, mas até que deixemos este mundo devemos nos esforçar para aqui servirmos da melhor maneira ao nosso Senhor.

sábado, 3 de setembro de 2011

APENAS UMA CARICATURA

Sou uma caricatura daquilo que eu quero ser
Apenas uma caricatura, uma figura, com alguma semelhança
Não quero com isto, que pensem que perdi a esperança
Dentro em mim há alegria de um lindo ideal
Reconheço que sou aprendiz
O que desejo só verei no final!


Mas, a caricatura tem seu valor
Através dela vemos a beleza mesmo disforme
Revela aqui um pouco do meu amanhã
Conforta ver o que foi alcançado
Indica o que precisa ainda ser reformado
Orienta ao certo no traço exagerado

Devo apreciar o que Deus já fez em mim
E diante da minha imperfeição, saber de Seu amor mesmo assim!


Apenas uma caricatura é o que você vê em mim
Lamento, não sou o homem, marido, amigo ou o pai que gostaria de ser
Mas levo sinceridade, amor e alegria a quem se arrisca a me conhecer
Em tudo o mais ainda disto do ideal que persigo
Impossível é apagar o que Deus já fez em mim
Diariamente vejo a graça de Cristo
Assegurando-me que melhor serei ao Fim!


sábado, 13 de agosto de 2011

Então fica combinado assim...

Apanhai-me as raposas, as raposinhas, que devastam os vinhedos, porque as nossas vinhas estão em flor. Cantares 2.15

"Então fica combinado assim: eu não condeno o seu pecado; e você não repara no meu!"

Vocês já imaginaram semelhante diálogo ocorrendo dentro da igreja? Felizmente, penso que a ousadia dos crentes não chegou a tanto. Porém, na prática, lamento dizer, em muitos casos, é isto o que está acontecendo! Sim, um acordo silencioso, uma cúmplice tolerância, uma silente aceitação do pecado na vida dos cristãos.

Afinal, quem haveria de chamar a atenção aos pequenos desvios de conduta de uma crente admirável, um diácono dedicado, um presbítero honrado ou um pastor muito amado? Quem seria capaz de sincera e humildemente lembrá-los que são imperfeitos como os demais, apontando-lhes suas falhas?

Vejam bem, a primeira preocupação aqui não é de falar sobre os grandes desvios, aqueles que exigem investigação e severa disciplina eclesiástica, mas sim falar daqueles maus comportamentos, que como raposas, como raposinhas, vão sorrateiramente minando, não apenas os vinhedos apaixonados do livro de  Cantares, como também as amizades e as famílias, chegando ao ponto de contaminar igrejas inteiras!

São brincadeiras inocentes que aqui e ali, fazem suas vítimas; pequenos boatos tomados como verdade sem que haja defesa alguma; são "mentirinhas convenientes", além de palavrinhas grosseiras que jamais se contradizem, nem dão mostras de arrependimento, e lágrimas que rolam sem que haja consolo. São divertidas piadas ou esnobe erudição, tomando o lugar da mensagem bíblica transformadora; é a ganância materialista, fazendo-se passar por merecido galardão; é o ativismo social disfarçando o desamor; são palavras de otimismo e auto-promoção ao invés de obediência e auto-negação,  e até mesmo alegres louvores, impropriamente, substituindo o arrependimento e a contrição!

E aí, quando olhamos ao redor, já não entendemos o que foi que mudou; já não sabemos como nos distanciamos tanto do ideal cristão. Alguém apressadamente diria, vou mudar de igreja, aqui já não existe amor! E há os que assim procedem, crentes de que os erros são alheios, entretanto, ao saírem, levam também consigo suas próprias raposinhas.

Mas, alguém pode citar as palavras de Jesus em Lucas 6:37 e  41:
Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados;
Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio?


Todavia, Jesus não estava condenando toda a forma de julgamento, e sim impondo o princípio de não fazer aos outros o que não queremos que nos façam e antes de acusar a outrem, verificar as próprias atitudes, dando sempre condições de perdão ao arrependido!
  
Deste modo, não estou propondo uma “caça às bruxas”, uma “inquisição sem fogueiras”, ou a re-impressão da “letra escarlate”, de modo algum, nenhum julgamento irresponsável ou desumano!

Estas linhas tampouco visam uma cruzada mundial contra o pecado (o que pode ser também bastante oportuno), mas, sim a limpeza da nossa própria vida, casa e igreja, numa sincera busca de olhar para si mesmo, corrigir-se, e só então chamar pelo outro alertando-o. 

Sei bem os riscos que corre aquele que acorda e vê o perigo, tendo que interromper os sonhos felizes dos incautos, que detestarão ter de despertar. Mas se não fizermos nada para eliminar as malditas raposinhas, isto é, os pequenos vícios de comportamento do povo de Deus, tenhamos certeza de que, cedo ou tarde, Deus o fará! E então o sofrimento do castigo divino sobre a igreja rebelde será muito maior do que aquele que pensamos evitar quando nos calamos!

Peço ao Senhor que esta mensagem, seja como uma trombeta ressoante, e que chegue a tempo aos ouvidos dormentes de muitos irmãos!

Com sinceros e ternos afetos de misericórdia em Cristo,

Pr. Sandro Márcio

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Amarás ao teu próximo, amarás até ao teu inimigo!

Esta é a palavra de Jesus aos seus discípulos. Todavia, nem sempre é isto o que temos feito!
Temos muita dificuldade de amar aqueles que se nos opõem de algum modo. É claro que eu não estou defendendo que abramos mão de nossas atuais convicções; pois só temos que fazê-lo quando formos convencidos biblicamente da opinião contrária. O que falo aqui é acerca da frieza e grosseria que tão comumente se estabelece nos relacionamentos inter-pessoais, mesmo dentro das igrejas.
Do nosso lado, como parte da membresia da igreja, temos o dever de obedecer a liderança eclesiástica, enquanto e naquilo que esses irmãos estiverem de acordo com a Bíblia Sagrada, nossa única regra de fé e prática, reconhecendo que cabe aos líderes a obrigação de pastorear, ordenar, corrigir e disciplinar os membros; mas mesmo quando tivermos dúvidas quanto à fidelidade destes irmãos, precisamos nos dirigir a eles com sinceridade, humildade e amor, pois de outro modo o conflito vai se estabelecer antes mesmo que possam ter oportunidade de ouvir nossos argumentos ou nós de ouvirmos os deles. Por outro lado, a liderança, por se tratar de homens mais maduros, experimentados e conscientes das próprias limitações, deve ter paciência e ouvidos atentos aos lamentos e críticas do rebanho. Carecemos todos de sabedoria, humildade e amor, e na falta deles a troca de ofensas e o afastamento da igreja se tornam opções tentadoras.
Por outro lado, temos também dificuldades de relacionamento com as demais denominações. É certo que se pensássemos uniformemente quanto à doutrina, estaríamos na mesma denominação, ou se fôssemos viver e cultuar juntos com tantas discordâncias acabaríamos nos perdendo em discussões sem fim, daí o benefício das tantas igrejas evangélicas espalhadas pelo Brasil afora, de modo a que o cristão possa escolher aquela que mais o convencer do agrado de Deus. Todavia, não nos enganemos: a Igreja de Jesus Cristo é a união de todos os verdadeiros adoradores, salvos pelo sangue do cordeiro, e não pode ser circunscrita a uma única denominação,  nem tampouco se resume à comunidade que expresse melhor entendimento doutrinário. Deus tem os seus escolhidos em toda a parte, homens, mulheres e crianças que confessam a Jesus Cristo como seu Único e Suficiente Salvador!
É preciso que calvinistas saibam amar e respeitar os arminianos e que arminianos tenham igual consideração para com seus irmãos calvinistas, que pentecostais e tradicionais saibam reconhecer a ação de Deus na igreja de um e do outro. E ainda que saibamos e devamos lutar contra os erros de um determinado grupo evangélico que sorrateiramente tentam invadir nossas igrejas, tenhamos cuidado de não supor que nada lá seja bom e que todos estejam conscientes ou em concordância com as heresias. Não sejamos apressados em duvidar da fé verdadeira que Deus colocou no coração dos nossos irmãos. Auxiliemos a liderança de nossa igreja para que a necessária disciplina eclesiástica seja mais eficaz e menos traumática, orando por aquele que ainda não se arrependeu e recebendo com amor o irmão arrependido. Deixemos para os anjos de Deus no Juízo Final, a tarefa de separar o joio do trigo! Não somos capazes de julgar quem seja ou não um eleito do Senhor!
Deste modo, convém que saibamos tratar de nossas diferenças, mas sem causar escândalos, sendo firmes contra os desvios e ainda assim ternos uns com os outros, deixando sempre a possibilidade do outro mudar ou não de opinião, na certeza de que mesmo se ele estiver errado está diante de um amigo de verdade, e caso percebamos que nós é que estávamos equivocados, não sejamos impedidos de reconhecer nosso erro pela enorme vergonha das grosserias que dissemos.  Não falo como alguém isento desse erro, e sim como aquele que sabe as conseqüências de por vezes tê-lo cometido!
Como disse, é importante que não nos deixemos levar por qualquer palavra ou doutrina! Entretanto, se não soubermos discordar com amor, não saberemos amar de modo algum! 

sábado, 23 de julho de 2011

Já Faz Um Ano!!!

Parece que foi ontem, mas já faz um ano que eu saí do hospital curado de um infarto agudo do miocárdio! O Pai do céu atendeu às orações dos irmãos e, apesar da admiração e dos olhares desconcertados dos médicos que me atenderam, lá estava eu, sem uma única cicatriz tanto no peito como no coração!
Chegando em casa, comentei com a minha esposa Elenice do meu desejo de escrever, e de, algum modo ajudar os irmãos em suas dúvidas acerca da Bíblia e da vida cristã, foi ela quem deu a idéia de criar os Blogs. O “responda pastor”, para as perguntas dos internautas e o “prsandromarcio” para postar mensagens avulsas.
Hoje, louvo a Deus por este trabalho e pelas pessoas que tem sido abençoadas por ele, com a certeza de que só pela graça chegamos até aqui, pois eu nem sequer estaria vivo para fazê-lo!
Alegrem-se comigo, pois quis Deus ser servido também deste modo!
Que Deus nos abençoe e que, conforme Sua vontade, mais pessoas possam fazer bom uso destes blogs!
Sou grato a todos os que oram, acompanham, que me apóiam e me suportam em minhas limitações!
Pr. Sandro Márcio de Almeida

terça-feira, 5 de julho de 2011

RESPONDA, AMIGO!

Aonde foram parar os amigos? Não digo os colegas e conhecidos, falo sobre amizade, a verdadeira amizade. Onde estão aqueles que dizem que vão orar por nós, e oram mesmo, falam que vão nos visitar, e visitam mesmo, afirmam que vão nos ligar e ligam mesmo?

Na igreja, quantas vezes voltamos nosso olhar para o último irmão que deixa o templo, ou reparamos naquele que sai apressado antes de todos?

O que sabemos sobre os demais irmãos da nossa comunidade evangélica? Os doentes são somente aqueles descritos no boletim? Sabemos se todos almoçam ou jantam fartamente em seus lares, ou acaso alguém tem falta de uma mistura, ou mesmo um simples prato para compartilhar com seus filhos? Nos informamos acerca dos que faltaram? Temos certeza de que todos os que vieram voltarão tranqüilos para suas casa, ou será que quando estivermos já ha bastante tempo em nossos lares, aquele irmão ainda estará esperando o ônibus no ponto próximo à igreja? Quando um irmão passa por problemas, sofremos como se fosse conosco, ou nos aliviamos por não ter nada a ver com isso? Quando nós mesmos somos grosseiros, arrependidos buscamos o perdão do próximo? Quando nossos filhos são rudes com outras pessoas, nós os repreendemos?

Este pequeno questionário nos dá uma idéia acerca de como vai a união dos irmãos em Cristo. Infelizmente, nesses tempos, todos estamos muito ocupados, sem tempo para cultivar boas amizades, e do mesmo modo como esquecemos, somos esquecidos, desprezamos, somos desprezados, nos afastamos dos irmãos e nos sentimos sozinhos.

Contudo, isto não precisa continuar assim! Para que as coisas sejam diferentes precisamos reconhecer nossa contribuição e com a graça de Cristo, demonstrar nossa fé e nosso amor aos irmãos com reais atitudes de amparo e auxílio.

Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta.
Tiago 2. 14-17