quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Preço e Validade

 “Até quando vou continuar nesse emprego?
Até encontrar outro que  me pague mais, ou  me dê uma perspectiva de ascensão.
Por quanto tempo continuarei casado?
Enquanto eu me sentir feliz e realizado.
Por quanto tempo me manterei calmo?
O tempo todo, desde que ninguém pise no meu calo...”

Você, por acaso, se identificou, ou conhece alguém que se identifique com alguma dessas respostas? Não quero dizer que um emprego deva ser para sempre; também não ignoro que amizades e  até casamentos possam se dissolver; o que estou questionando é o quanto nos tornamos previsivelmente inconstantes. Parece que nessa nossa sociedade de consumo, tudo já vem com preço e prazo de validade!
Você pode  me  responder: Calma aí! O quadro acima representa a vida de pessoas sem Deus!
Contudo, mesmo nas igrejas, percebe-se uma banalização das coisas que foram feitas para durar: juramentos, laços de amizade, votos de amor conjugal, profissões de fé e promessas de batismo.
Sim! A inconstância adentrou os templos, e desde então, batismos, profissões de fé e bênçãos nupciais acabaram relegados a meros “fatos sociais”,  onde os convidados, os trajes, as pompas, as fotos, a filmagem e até os comes-e-bebes são mais importantes do que os compromissos assumidos!
É nesse momento que uma nova rodada de perguntas e respostas tem o seu lugar:
Até quando serei fiel ao meu cônjuge?
Até encontrar alguém a quem me dê mais amor!
Qual o meu grau de envolvimento com a igreja?
Até ao ponto que alguém me irrite ou me desvalorize!
Quando vou orar, ler a Bíblia e ensinar sobre Jesus aos meus filhos?
Quando sobrar tempo!
Por quanto tempo ficarei nessa igreja?
Até encontrar outra onde eu me sinta melhor!

E diante de respostas tão previsíveis, acerca do preço e da validade dos compromissos firmados, surge o tentador, oferecendo um companheiro mais atraente, um emprego sufocante  (mas, que paga muito bem!), um desconforto qualquer na sua igreja e uma igreja mais interessante e menos exigente com o cumprimento dos seus compromissos. Se este é o nosso preço, ele está disposto a pagar!
Estamos avaliando direito? Será exato o preço medido pelo coração humano? 
Não!!! Este não é o nosso preço!
O preço da vida de um cristão já foi e só poderia ser pago pelo sangue de Jesus Cristo; e a validade do nosso contrato é eterna. Para este preço e validade jamais houve nem haverá proposta maior!

Retornemos às perguntas:
“Até quando vou continuar nesse emprego?
Enquanto eu entender que posso servir ao meu Senhor através dele, ou até que encontre um outro onde eu possa servi-lO mais.
Por quanto tempo continuarei casado?
Até que a morte nos separe, ou, em caso extremo, até que seja necessário escolher entre o meu cônjuge e a fidelidade ao meu Deus.
Por quanto tempo me manterei calmo?
O tempo todo, desde que a calma não seja desculpa para a covardia e a ira não seja desculpa para o pecado.
Até quando serei fiel ao meu cônjuge?
Por toda a minha vida!
Qual o meu grau de envolvimento com a igreja?
Me dedicarei de fato, sem descuidar dos meus demais deveres com Deus, com a família e com a sociedade.
Quando vou orar, ler a Bíblia e ensinar sobre Jesus aos meus filhos?
Vou testemunhar de Cristo à minha família, por palavras e atitudes, por todo o tempo!
Por quanto tempo ficarei nessa igreja?
Se possível for, por toda a vida, ou em caso extremo, até que seja necessário escolher entre a minha igreja e a fidelidade ao meu Deus.

Eis as respostas de um coração resoluto!
Sei que somos pecadores, que podemos falhar, por isso, para cumprir esses compromissos nos amparamos e nos esforçamos, em total dependência da graça e da misericórdia de Deus!
Nosso compromisso é real, é  forte e verdadeiro, ainda mais poderoso do que o nosso pecado, pois em Deus temos forças para não pecar; e nas fraquezas, perdão para nos reabilitarmos, e, com convicção, retornarmos ao compromisso!  

Sendo assim, prossigamos irmãos, firmes no cumprimento dos compromissos assumidos, na certeza da salvação das nossas almas que de uma vez por todas Cristo comprou com o Seu sangue! 

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Responda com Sinceridade:

Quem geralmente é melhor aceito: Aquele que convida para a diversão, ou o que aconselha a não ir? Quem promete lucro fácil, ou o que chama para o trabalho duro, comprometido? Quem elogia ou quem observa as falhas?
Se formos realmente sinceros, acredito que a maioria de nós, senão todos, temos mais facilidade com a primeira opção de cada questão.
É claro que, um pouco de diversão não faz mal a ninguém, afinal o lazer é uma parte importante de nossa existência. O problema é quando o divertimento passa a ser mais importante do que os planos para o presente e o futuro. E também não há mal algum em se procurar maneiras mais fáceis e eficazes de se alcançar os objetivos, pois com razão consideramos tolo aquele que insiste em se esforçar mais do que o necessário; todavia, não se inventou até hoje e creio que não se inventará coisa tão boa que não exija trabalho dedicado para que dê bons frutos. E, além disso, todos não apenas gostamos, como precisamos dos elogios alheios, para que não desanimemos em nossa jornada; contudo, o bajulador nunca nos tornará pessoas melhores, pois só encarando nossas deficiências é que poderemos superá-las.
Disse Jesus: “Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela” (Mateus 7. 13, 14).
Como podemos ver, estamos na “contra-mão” do mundo e dos nossos próprios sentimentos, muito embora não tenhamos porque nos entristecer, visto que o destino de nossa caminhada é a Jerusalém Celestial.
Precisamos sempre rever nossos passos para que não nos deixemos iludir pelas “borboletas” do caminho ao lado. Assim, viver a vida cristã não significa abrir mão de todo lazer e alegrias que o mundo oferece, mas estar dispostos a abrir mão deles quando nos atrapalham, distraem ou nos desviam de dar ao reino de Deus e à sua justiça o primeiro lugar de nossa dedicação.
Lembremos da ordem do Senhor: “buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6.33).  Vale a pena seguir o caminho estreito e pedregoso de Cristo, o caminho é difícil, mas o destino é maravilhoso e sua companhia é sem igual.
“...desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus”. Hebreus 12:1,2.
E que Deus assim nos conserve!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Convém que Ele cresça...

Certa vez Jesus, falando sobre João Batista, disse que dentre toda a humanidade ninguém fora tão grande quanto aquele profeta (Lucas 7.28). João Batista foi o homem escolhido por Deus para anunciar a chegada de Cristo, e quando o Senhor Jesus iniciou seu ministério João já era muito famoso, e multidões iam ao deserto para ouvi-lo.
Pois bem, um dia disseram para João que Jesus já tinha mais seguidores do que ele, e a sua resposta foi:
“O homem não pode receber coisa alguma se do céu não lhe for dada. Vós mesmos sois testemunhas de que vos disse: eu não sou o Cristo, mas fui enviado como seu precursor. O que tem a noiva é o noivo; o amigo do noivo que está presente e o ouve muito se regozija por causa da voz do noivo. Pois esta alegria já se cumpriu em mim. Convém que ele cresça e que eu diminua”. (João 3.27-30)
Isto está bem de acordo com o que Jesus disse em outra parte:
“Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados benfeitores. Mas vós não sois assim; pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve”. (Lucas 22. 25 e 26)
Contudo, em nossos dias a igreja cristã, de um modo geral, tem sido campo de combate onde homens e mulheres têm se enfrentado na busca de promoção ou cargos que acreditam só eles poderem exercer. O que se vê muitas vezes é pessoas que não querem se comprometer com os trabalhos da igreja, enquanto outros que dizem servir ao Senhor não aceitam servi-lo a não ser que estejam em posição de grande destaque.
Todavia, na caminhada cristã, há de se considerar acima de tudo, que Deus é o próprio condutor da História, e o maior interessado no bem da Sua Igreja (Romanos 8.28).

Assim, nós jamais precisaremos brigar ou lamentar por esta ou aquela “oportunidade” que aparentemente nos foi negada, mas nos dispormos a realizar a obra do Senhor com humildade e união, submetendo-nos à liderança que Ele colocou sobre nós, na certeza de que, no momento em que o Senhor quiser, e da maneira que Ele quiser, receberemos das Suas mãos a oportunidade e as condições para efetuar a obra para a qual Ele nos escolheu. Deste modo estaremos de fato assumindo em nossas vidas que o que importa realmente é que Ele cresça, e que cada um de nós diminua! 

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Afinal, O que Há de Errado com o Carnaval?

Para muitos esta pergunta não faz o menor sentido, pois basta olhar a imoralidade  exposta nesta festa popular, bem como ouvir o paganismo das letras de seus sambas-enredo para saber que tal festa é maléfica. Todavia, para tantos outros isto não parece tão claro; afinal o que pode haver de errado num movimento que une ricos e pobres, com músicas, danças e alegria? Sem contar o enorme número de turistas estrangeiros que vêm ao Brasil pela fama e beleza do carnaval tupiniquim? E não é raro ouvirmos falar de “blocos evangélicos” que parecem abençoar tudo isto. Por isso, creio que é cabível perguntar: O que há de errado no Carnaval? Ouçamos o que diz as Escrituras: “Como o louco que lança de si faíscas, flechas e mortandades,  assim é o homem que engana o seu próximo e diz: Fiz isso por brincadeira”.Pv. 26.18,19; “Foge, outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor” II Timóteo 2.22. Sim, o grande engano do Carnaval é considerá-lo apenas uma grande brincadeira, sem se dar contas de que tal brincadeira tem por finalidade despir as mulheres, embebedá-las e seduzí-las. Devemos reparar que muito mais do que a soma arrecadada, as pessoas empregadas e a beleza dos carros alegóricos, o carnaval traz sobre si a culpa pelo expressivo aumento do consumo de álcool e drogas, da violência, da gravidez irresponsável, dos acidentes de trânsito, da infidelidade conjugal, do abandono dos lares, dos estupros, do abuso de menores, das depredações, das doenças sexualmente transmissíveis, e da imoralidade e do paganismo já mencionados. Mas muitos dizem que “basta usar camisinha”; mas isto não é suficiente para evitar todos os males mencionados acima; e até nos casos de gravidez e de doenças, como podemos esperar que pessoas tomadas pela bebida ou pelas drogas terão o cuidado de usar preservativo? Não quero dizer que todo aquele que participa do carnaval seja bêbado ou drogado, contudo, aparentemente, em meio à folia, são minoria os que não se entregam a tais excessos, e mesmo estes muitas vezes são vítimas das atitudes dos outros. Mas, o pior de todos os males é justamente aquele do qual menos se fala: O carnaval está em frontal desobediência à Lei de Deus!
O carnaval ataca a estremece as bases da família, salientando o delírio dos prazeres mundanos enquanto o Senhor Deus é aquele que zela pela pureza e a santidade da família. Lembremos que a   amizade do mundo se constitui em inimizade contra Deus.
Certa vez, os inimigos do povo de Israel, vendo que não podiam vencê-lo, depois de terem apelado até para magia negra, perceberam que com moças, músicas, danças, comidas e bebidas teriam mais sucesso, e de fato tiveram, pois o povo de Deus se entregou às festas e à prostituição, trazendo sobre si o justo castigo do Senhor, como nenhum de seus inimigos havia conseguido até então (Cf. Números Caps. 22-25). Assim, olhando atentamente, veremos nosso velho inimigo usando suas velhas armas.

Devemos acordar para esta realidade! E não apenas os adultos, mas, principalmente as crianças, pois o “ingênuo”carnaval infantil é uma maneira de incutir no coração da criança desde cedo que o carnaval não passa de uma saudável brincadeira. Como esperamos mais tarde mudar-lhes o sentimento,  se para elas já não é ofensivo vestir-se de diabinhos, executar danças insinuantes e repetir canções de duplo sentido? Convém ressaltar que o crente não é nem deve ser um indivíduo tristonho, mal-humorado e infeliz; pelo contrário, tem ele a maior alegria, que o mundo não possui, a alegria de, em Cristo, ser chamado filho de Deus, mas tal alegria é preservada por uma atitude responsável de respeito a Deus a si mesmo e ao próximo. O grande erro do carnaval é retirar das pessoas o respeito e o recato, tão necessários a qualquer relacionamento sadio. Mantenhamo-nos longe deste mal, e que Deus assim nos abençoe!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

CRENTES OU CLIENTE$?

“... Nós andamos outrora, segundo as inclinações da nossa carne,
fazendo a vontade da carne e e dos pensamentos;
e éramos  por natureza filhos da ira...” Efésios 2. 3
Vivemos numa sociedade comercial onde a pessoa mais importante é o cliente. Já não se fala mais que o funcionário deve  “vestir a camisa da empresa”, e sim “vestir a camisa” do cliente, isto é, conquistá-lo a todo custo. Sim, haja o que houver todos estamos cientes de que, é dele que o comércio se sustenta, e que contrariá-lo é dar adeus ao sucesso.
Assim em certos momentos nos sentimos importantes diante da disputa que os lojistas fazem pela nossa atenção, na verdade, pelo nosso dinheiro.
Um conceito que muito tem sido buscado é o de “fidelização do cliente”, isto é, não basta conquistar o cliente, é preciso mantê-lo fiel à empresa ou ao produto.
Mas, isto não é fácil, pois o cliente é muito exigente e a menor contrariedade é capaz de afastá-lo de vez; afinal, são diversas empresas e milhares de produtos à nossa escolha.
De fato, a valorização ao cliente é algo muito bom, fruto de muitas lutas, consolidado no Código de Defesa do Consumidor.
Todavia, este modo de relacionamento (cliente/empresa) tem se transportado para o meio evangélico, pois, muitos pastores, crentes e até mesmo igrejas inteiras têm assimilado a idéia de concorrência e de mercado. Expressões como “Aqui o dízimo é 08%!”, “Faça um sacrifício a Deus, que ainda esta semana você será abençoado!” ou ainda “Se eu não gostar do pastor, paro imediatamente de dar o dízimo!” e “Se me contrariarem mudo de igreja!” já não são tão incomuns entre nós. Parece haver uma confusão entre a fidelidade a toda prova, requerida por Deus, e a “fidelidade” buscada nas propagandas comerciais. Enquanto a primeira é obrigação dos crentes, conhecidos como fiéis, em reconhecimento de que pertencem a Deus que os comprou com o sangue de Cristo; a segunda é apenas o temporário reconhecimento de que com esta ou aquela marca (igreja) se esta levando alguma vantagem.
Reflita com atenção a esta sensível diferença, e veja qual é a sua verdadeira relação com a igreja de Cristo; você é crente ou cliente?

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

E a terra completa mais uma volta ao redor do sol...

É isso que significa a entrada do ano novo para muitos, apenas o prosseguimento natural do curso da vida; afinal o que ocorre de tão extraordinário entre 31 de dezembro e 1º de janeiro?
Não posso afirmar ao certo o que ocorre entre um dia e outro, mas, posso dizer o que, creio eu, deveria ocorrer:
Deveria cada pessoa refletir de todo o ano que passou, as conquistas e as desilusões, rever os passos acertados e também os mal dados, e pensar no valor de cada momento vivido.
Devemos considerar sobre aquilo que seria bom repetir no ano que se inicia, e o que é prudente evitar por toda a vida.
É importante reparar que uma mão graciosa nos amparou, de tal maneira que mesmo as piores atitudes não tiveram todas as graves conseqüências que poderiam ter, e reconhecer que as boas ações brotaram em nosso coração por fruto de uma iluminação divina.
É bom perceber que Deus não esperou um convite formal para nos fazer o bem, e suavizar o mal que, com justiça, nos poderia suceder. 
Fim de ano é tempo de reflexão, esperança e gratidão; é o momento certo de lembrar o último reveillon, as resoluções do ano passado, e o desfecho que elas tiveram; mas, não para nos desanimar, pelo contrário, para que mais maduros do que no ano passado possamos hoje traçar um rumo melhor para nossa existência.
Deus é o mesmo e é bom demais que isso seja assim, pois podemos sempre contar com Seu amor e sabedoria; nós é que precisamos mudar, e mudar para melhor. Tivemos um ano inteiro para experimentar a vida ao nosso modo, e naquilo que desagradamos a Deus podemos ver agora os tristes frutos que colhemos, assim como nos alegrar naquilo em que lhe fomos fiéis, mesmo que tenhamos sofrido por nossa fidelidade, ainda assim sabemos que valeu a pena, e desta maneira consolamos e fortalecemos o nosso coração para o novo ano que se inicia.
Assim, espero que não percamos a bela oportunidade que temos para recomeçar. Desejo a todos:  UM FELIZ ANO NOVO, COM JESUS!!!

FELICIDADES!!!

Todo ano é a mesma coisa, palavras, palavras e palavras; até quando? Será que a felicidade não passa de uma saudação de final de ano ou é apenas um nome bonito para um bairro? A Bíblia diz: “Ó SENHOR dos Exércitos, feliz o homem que em ti confia.” (Salmos 84.12). Mas se nós confiamos em Deus, por que então não somos felizes? Será que confiamos de fato?
Confiar significa muito mais do que esperar que algo vá acontecer, é descansarmos na certeza de que tudo o que acontecer será o melhor para nós e agirmos de acordo com esta fé. Por exemplo: O que quer dizer confiar nossos filhos aos professores da escola? Não é entregar-lhes a guarda de nossas crianças na confiança de que lhes farão bem e não mal?  No começo não é fácil, ficamos temerosos, e só depois de conhecermos bem tais professores é que ficamos tranqüilos durante o tempo em que nossos pequenos estão na escola.  Do mesmo modo, confiar em Deus significa muito mais do que acreditar que Deus existe, é saber que Ele é bom, e ter a segurança de que todos, eu disse todos, os problemas de nossa vida estão sob a guarda poderosa do nosso Pai do Céu. Sabemos que, de qualquer modo, sempre as coisas acontecem como Deus quer, mas será que realmente  “sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8.28)? Se de fato acreditamos em Deus, não teremos dificuldade em obedecê-lo, pois entenderemos que as suas ordens são sempre o melhor para nós, melhor ainda do que tudo quanto pedimos ou pensamos (Cf. Ef. 3.20). Assim, podemos ver que a felicidade está diretamente ligada à paz de espírito, ou seja, eu posso dormir e acordar tranqüilo, não que eu não tenha problemas, mas, na certeza de que a minha vida (inclusive meus problemas) tem a atenção direta do Todo-Poderoso, como diz o salmista: “Em paz me deito e logo pego no sono, porque, SENHOR, só tu me fazes repousar seguro” (Salmo 4.8). Isto não exclui o meu dever de trabalhar na solução das dificuldades, pelo contrário, me dá ainda mais garra e uma direção segura para fazê-lo. Assim, e só assim podemos ser felizes, não a felicidade momentânea de concretizar um desejo, mas a verdadeira felicidade, conforto e satisfação de entregar todos os nossos dias e anos Àquele que prometeu cuidar bem de nós, na certeza de que Ele cumpre Suas promessas. “lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós” (I Pedro 5.7). 

TEMPO DE MUDANÇA!

“Senhor, resolvo dar aos pobres a metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, restituo quatro vezes mais”. Lucas 19.8
É sempre assim, a cada entrada de ano você renova os votos de paz e alegria, bem como as promessas de mudanças para o ano que se inicia. Mas, qual o quê?! Olhe para o final do ano passado e veja quantas coisas você disse que faria e não fez? Quantas decisões que se desfizeram em cinzas: o regime que não foi pra frente, o estudo que iria cursar, os livros que iria ler, as pessoas que iria visitar, as atitudes que decidiu tomar e os vícios que iria abandonar; a leitura bíblica diária, a freqüência aos cultos, etc. O que deu errado afinal??? Talvez não fosse algo que você quisesse realmente, talvez tenha sido só empolgação de ano novo, ou, quem sabe, falou por falar.
As palavras do início deste texto foram pronunciadas por alguém que realmente acreditava no que estava dizendo. São palavras de Zaqueu, um homem que teve uma real e verdadeira transformação depois de seu encontro com Jesus. Sabemos que Zaqueu estava bastante preocupado com a maneira errada como vivia, a tal ponto de procurar ver Jesus, mesmo que para isso, ele, um homem crescido, precisasse subir numa árvore como um garoto; e foi justamente o que ele fez. Zaqueu queria muito ver Jesus, mas não podia imaginar que ouviria do mestre palavras de amor e perdão, e ele as ouviu. Jesus disse-lhe que queria muito estar com ele, que desejava urgentemente entrar em sua casa. Zaqueu, mais do que depressa, desceu da árvore, e recebeu o Senhor em sua casa. Não sei se era ano novo, mas para Zaqueu era muito mais do que isso; significava “Vida Nova”. Daí, ele declarar que a partir de então corrigiria os seus erros e tomaria um novo rumo em sua vida. Com certeza, Zaqueu cumpriu o que prometeu. Sabe por que? Porque ainda que o Senhor tenha precisado fisicamente se dirigir para outras casa e lugares, a partir daquele instante Jesus nunca mais ia sair de dentro do coração daquele novo homem, chamado Zaqueu.
Mudar hábitos pode ser saudável, mas, Jesus nos chama para muito mais do que isso, Ele nos convida para uma vida diferente que se renovará a cada dia. Mais do que um Feliz ano Novo, eu lhe desejo uma Feliz Vida Nova, com Jesus!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

E QUE DEUS ABENÇOE OS OUTROS!

Há um antigo conto árabe de dois homens muito gananciosos que tendo encontrado um anjo este lhes deu o direito a um único pedido, que sendo feito por um deles, receberia de imediato o pedido feito e o amigo ganharia o dobro do que foi pedido. Após longos minutos de silêncio um deles arremessou-se sobre o outro sufocando-o e dizendo: Peça logo seu miserável! E ele respondeu: Quero perder um olho! E com seu único olho pôde ver que o seu companheiro ficara cego. Este conto reflete a enorme dificuldade que temos de buscar o bem do outro antes que o nosso próprio.
Lembremos que ninguém há tão famoso por sua paciência quanto o patriarca Jó. Homem de fina estirpe, capaz de suportar as piores provações sem abandonar a fé em Deus. Perdeu dinheiro, bens, e até mesmo a família, mas não a confiança que pacientemente aguardava pelo seu redentor. Esta é, sem sombra de dúvidas, a primeira lembrança que temos deste bom homem. Mas, além desta qualidade, outra importante faceta de Jó é revelada em seu livro: ele era um homem de oração. Vemos isto no início da narrativa ao encontrá-lo intercedendo por seus filhos e ainda mais no final do livro quando ele suplica a Deus pelos seus pretensiosos amigos. Convenhamos, existe algo de surpreendente em Jó se dedicar a buscar a Deus pelo bem daqueles que o magoaram tanto, num momento em que ele tanto necessitava de ajuda e consolo. A pergunta que primeiro nos vem a mente é: Com exceção de Jesus, quem mais faria isto? Entretanto, concluindo o livro de Jó, percebemos que a medida em que ele orava pelos outros, Deus o abençoava, lhe dando mais do que a restauração da sua vida de outrora. É certo que cada um tem a sua própria história e não podemos esperar viver o que Deus reservou para outro; contudo, o princípio permanece: O nosso Senhor abençoa seus filhos enquanto eles buscam a Deus e oram pelos outros. “Agrada-te do Senhor e Ele satisfará os desejos do seu coração” e “Buscai, pois, em primeiro lugar o reino de Deus e a Sua justiça, e as demais coisas vos serão acrescentadas” e “Bem aventurados os misericordiosos porque eles alcançarão misericórdia”; assim, cumpramos a vontade de Deus, zelando e orando pelo bem dos outros, na certeza de que é Deus quem infalivelmente cuidará de nós. 

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Sandro e Elenice 18 anos de uma família abençoada por Deus!!! 14/11/1992-14/11/2010



Eu te agradeço, ó Deus

Pois conheceste meu coração solitário

Contemplaste minhas lágrimas noturnas

Suportaste minhas tolas procuras

Perdoaste minhas desventuras

Me animaste em meio às amarguras

E por fim me deste tanta doçura!



Eu te agradeço, ó Deus

Pois, que dia foi que eu te pedi tanto?

Eu que jamais sonhei tão alto

Que de sofrer só buscava um consolo

Que imaginava que fosse tolo

Supor que nesta vida existisse tamanho encanto.



Eu te agradeço, ó Deus

E de tão grato, nem sei o que faço

Só posso dizer que me amas de fato

E que todo o amor que tenho em meu peito

É somente uma tênue imagem refletida

Mas, crendo em Jesus e na salvação que me foi garantida,

Fito os olhos da mulher querida

E dos filhos que ela me deu recebo o abraço,

E assim, desfruto aqui um pedacinho da eterna vida!